sábado, 27 de dezembro de 2008

ESCOLHA O NOVO MUNDO

Escolha o mundo novo. Escolha, porque não dá para ficar em cima do muro. Você não tem como fugir da sua liberdade, pois, na verdade, ficar em cima do muro já é escolher: escolher deixar o mundo como está. Mas não esqueça que escolher não mudar é escolher morrer. Num mundo vivo e dinâmico, escolher ficar parado é o mesmo que escolher andar para trás. O tempo não para, e com ele leva tudo quanto é vivo. Escolher deixar como está para ver como é que fica é escolher deixar piorar. Fazer nada é contribuir para a degeneração, decomposição, destruição. Você não tem opção. Sua opção é fazer uma opção. Escolher não é uma palavra de ordem, é a constatação de um fato: você está sempre escolhendo. Nesse caso, escolha o mundo novo.

Escolha o mundo novo. Veja bem: "o" mundo novo, e não "um" mundo novo. Você não está diante da opção de escolher um dentre vários mundos. Só existe um mundo, e é esse aqui. Não existe outro. (Ou se preferir, existem muitos mundos, mas são todos nesse aqui). Não é possível mudar de mundo. Só é possível mudar o mundo. Então escolha o mundo novo. Mas não se esqueça que este mundo vai ser mudado. O tempo não pára, lembra? As coisas vão mudar, independentemente das suas escolhas. Então a melhor coisa que você tem a fazer é escolher as mudanças que acontecerão. O mundo não pode ser abandonado no piloto automático. Deus entregou esse mundo para ser pilotado por você. Então escolha para que lado você quer que ele vá, porque ele vai de qualquer jeito, e vai rápido. Não se conforme com o que está, pois o mundo está o que não é. Escolha o mundo novo.

Escolha o mundo novo. Novo porque diferente. Novo porque melhor. Novo porque em processo de redenção. Novo porque em mudança. É claro, não somos ingênuos, jamais conseguiremos transformar este mundo completamente, jamais este caos será um jardim. Mas é possível plantar jardins no meio do caos. Escolha os jardins. Faça o mundo novo. Não dá para acabar com a fome, mas dá para repartir o pão. Não dá para solucionar todos os problemas do mundo, mas dá para fazer parte da solução, e não do problema. Então, escolha mudar o mundo. O quanto possível. Acredite que o mundo um pouco diferente já é um mundo novo.

Feche a torneira enquanto escova os dentes. Ensine uma criança a ler. Recicle o lixo. Seja profissional. Seja voluntário, voluntária. Ajude seu amigo a encontrar emprego. Doe uma cesta básica. Sindicalize-se. Subscreva aquele protesto. Leia jornais. Financie um projeto social idôneo. Exija nota fiscal. Diga não ao aborto. Valorize os professores. Apóie as campanhas contra o cigarro e as bebidas. Vacine seu filho. Vote. Apague a luz ao sair da sala. Não desperdice alimentos. Denuncie a violência doméstica. Seja um doador, uma doadora. Adote uma causa justa. Diga não às drogas. Comprometa-se com o evangelho do Reino: o evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens. Enfim, assuma de vez a fé cristã. Cristianismo já. Mundo novo sempre.

Fonte: Ed René Kivitz

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

O MENINO E O CORDEIRO

O infante Jesus foi presenteado pelos magos do Oriente: "E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, e entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra" (Mateus 2.1,11). O Cordeiro que foi morto recebe adoração da população do céu: "Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra... Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças" (Apocalipse 5.9,10,12).

O menino e o Cordeiro, não apenas recebem adoração, como também, e principalmente, são adoradores. As crianças adoram com perfeição: "Vendo, então, os principais dos sacerdotes e os escribas as maravilhas que fazia, e os meninos clamando no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se,e disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?" (Mateus 21.15,16). O Cordeiro que foi morto venceu a morte com sua ressurreição, mas ele mesmo não retém a glória para si: "Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai" (Filipenses 2.10,11).

Enquanto recebem a adoração no Natal, o menino e o Cordeiro ensinam como Deus, o Pai, quer e deve ser adorado. Num mundo de truculência e violência, que preconiza e celebra a sobrevivência dos mais fortes e mais aptos, o que justifica a força bruta dos poderosos que se impõem sobre os fracos e desvalidos, Deus se ergue como aquele que alcança sua vitória através da pureza frágil do menino e da vulnerabilidade sacrificial do Cordeiro. O que permanece para sempre não é força do braço, mas a força do louvor ao único que é digno. A sustentabilidade do mundo não depende das conquistas dos violentos, mas do favor daqueles que voluntariamente se entregam como dádivas da graça que a todos alcança, a todos inclui e a todos sustenta. A beleza da vida não está no vigor esmagador dos que se impõem em busca de sua autopreservação e bem estar egocêntrico, mas na singeleza dos que se sacrificam em favor de todos.

O Natal do menino e do Cordeiro profetiza que "Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, pois a fraqueza de Deus é mais forte do que a força dos homens" (1Coríntios 1.25,27). O Natal anuncia que o futuro da humanidade não está nas mãos dos senhores da guerra, mas nas mãos de uma criança, "pois um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Isaías 9.6), e o seu reino jamais terá fim.


 

© 2008 Ed René Kivitz