sábado, 22 de novembro de 2008

A certeza da salvação


"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (Jo 5.24).

O que se entende por "salvação"?
A palavra "salvação" (hebraico: "yeshü´â"; grego: "sõteria") tem um sentido bem amplo, que se desenvolve e se revela por meio das Escrituras, abrangendo tanto aspectos físicos como morais e espirituais. Eis alguns dos seus significados: segurança, largura, cura, recuperação, redenção, salvação, remédio e bem-estar.

Nos livros históricos do Antigo Testamento, encontramos os servos de Deus recebendo livramentos dos seus inimigos (Sl 124.1-8, 18.2) e a libertação de Israel da escravidão do Egito (Ex 15.1-4), sendo estabelecidos na "terra prometida" (Js 14.1). Os profetas dão ênfase à "salvação" quanto às condições para uma vida de "bem-aventuranças" (Is 12.1-6), e mostram que esta se estende além dos limites de Israel (Sl 96.2-3, Am 9.11-12).

Como Jesus pregou a salvação?
Jesus usou a palavra "salvação" apenas uma vez, em Lc 19.9, quando visitou Zaqueu, o publicano, em Jericó, e este, arrependido, disse: "Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." (Lc 19.8-10).
O reconhecimento da verdadeira salvação é quando há arrependimento sincero (Mc 1.15) e mudança de vida (Jo 3.3-8, 2Co 5.17, Gl 6.15).

O homem pode ter certeza de sua salvação para a eternidade?
Sim, a mensagem que Jesus trouxe ao homem é de segurança para a eternidade (Jo 3.15-16, 4.14, 6.40, 10.28, 17.3, Rm 6.23), descanso em seu amor (Rm 5.8) e confiança na provisão do perdão para os nossos pecados (Sl 103.3) por meio de sua morte (1Co 15.3) e ressurreição (Rm 4.25, 2Co 4.14, 5.15, Ef 2.6, 2Tm 2.8, 1Pe 1.21).

O que confere salvação ao homem?
O que nos confere a salvação é o sangue de Jesus Cristo derramado na cruz do Calvário (1Jo 1.7, Ap 1.5, Hb 10.19, Jo 6.53), tendo levado sobre si os nossos pecados e as conseqüências deles (Is 53.4-6), e nos conduzido a uma posição, diante do Pai, de justificação (Rm 5.1, 18, 4.25), e herança da vida eterna (Mc 10.17-21), conferindo-nos vitória sobre o pecado e a tentação (Rm 6.14), por meio da atuação do Espírito Santo.

Quais são as bênçãos decorrentes da salvação?
O homem não merece a salvação (Rm 3.23), mas pela fé (Ef 2.1-5) recebe uma nova posição em Cristo (Ef 1.3-4, 2.6-9), sendo perdoado (Cl 2.14), justificado (Rm 3.24), redimido (1Co 1.30), reconciliado com Deus (Rm 5.10), purificado (Hb 1.3), passando da morte para a vida (Jo 5.24) e recebendo, pelo testemunho do Espírito (Rm 8.16), a certeza de ser filho de Deus (Jo 1.12), tornou-se co-herdeiro com Cristo (Rm 8.17, Ef 3.6) e possuidor da vida eterna em qualidade e duração (Jo 3.36, 6.47), e foram rompidas as correntes do temor da morte (Hb 2.15).

Como é a vida do cristão, ao saber que está salvo?

A graça de Deus que concede a salvação (Tt 2.11), cujo poder (Rm 1.16) é transmitido pela pregação da mensagem da cruz (1Co 1.18), nos traz o entendimento da nova vida em Cristo, sendo santificados pelo Espírito Santo (1Co 6.11), rejeitando as concupiscências mundanas (Tt 2.12) e vivendo uma vida sóbria, reta e piedosa no mundo presente. Ou seja, a prova da salvação interior é a manifestação do amor exteriormente (1Pe 1.22): com a fé se obtém a salvação (Ef 2.8, Rm 10.9-11) e a prática do amor evidencia essa salvação (1Jo 3.14-16). É o amor de Deus que nos leva a pregar aos outros essa mensagem.

O que a salvação em Cristo nos garante para o futuro?

Somos salvos em esperança (Rm 8.24), pois a plenitude da nossa salvação se concluirá no futuro, quando Cristo se manifestar em glória, e, então, seremos semelhantes a Ele (1Jo 3.1-3), tendo um corpo glorioso, alcançando a "estatura de varão perfeito", estando livres da influência do mal, pois o inimigo terá a sua sentença cumprida definitivamente (AP 20.10) e a voz celeste dirá: "Agora é vinda a salvação." (Ap 12.10).

Pra. Ângela Valadão


Fonte:
www.lagoinha.com,

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Médico francês reconstitui a agonia de Jesus

Dr. Barbet, médico francês
colaboração: Pastor Celso Augusto Saraiva

Sou um cirurgião, e dou aulas há algum tempo. Por treze anos vivi em companhia de cadáveres e durante a minha carreira estudei anatomia a fundo. Posso portanto escrever sem presunção a respeito de morte como aquela.

'Jesus entrou em agonia no Getsemani e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra'. O único evangelista que relata o fato é um médico, Lucas. E o faz com a precisão de um clínico. O suar sangue, ou "hematidrose", é um fenômeno raríssimo. É produzido em condições excepcionais: para provocá-lo é necessário uma fraqueza física, acompanhada de um abatimento moral violento causado por uma profunda emoção, por um grande medo. O terror, o susto, a angústia terrível de sentir-se carregando todos os pecados dos homens devem ter esmagado Jesus. Tal tensão extrema produz o rompimento das finíssimas veias capilares que estão sob as glândulas sudoríparas, o sangue se mistura ao suor e se concentra sobre a pele, e então escorre por todo o corpo até a terra.

Conhecemos a farsa do processo preparado pelo Sinédrio hebraico, o envio de Jesus a Pilatos e o desempate entre o procurador romano e Herodes. Pilatos cede, e então ordena a flagelação de Jesus. Os soldados despojam Jesus e o prendem pelo pulso a uma coluna do pátio. A flagelação se efetua com tiras de couro múltiplas sobre as quais são fixadas bolinhas de chumbo e de pequenos ossos.

Os carrascos devem ter sido dois, um de cada lado, e de diferente estatura. Golpeiam com chibatadas a pele, já alterada por milhões de microscópicas hemorragias do suor de sangue. A pele se dilacera e se rompe; o sangue espirra. A cada golpe Jesus reage em um sobressalto de dor. As forças se esvaem; um suor frio lhe impregna a fronte, a cabeça gira em uma vertigem de náusea, calafrios lhe correm ao longo das costas. Se não estivesse preso no alto pelos pulsos, cairia em uma poça de sangue.

Depois o escárnio da coroação. Com longos espinhos, mais duros que os de acácia, os algozes entrelaçam uma espécie de capacete e o aplicam sobre a cabeça. Os espinhos penetram no couro cabeludo fazendo-o sangrar (os cirurgiões sabem o quanto sangra o couro cabeludo).

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem lacerado à multidão feroz, o entrega para ser crucificado. Colocam sobre os ombros de Jesus o grande braço horizontal da Cruz; pesa uns cinqüenta quilos. A estaca vertical já está plantada sobre o Calvário. Jesus caminha com os pés descalços pelas ruas de terreno irregular, cheias de pedregulhos. Os soldados o puxam com as cordas. O percurso, é de cerca de 600 metros. Jesus, fatigado, arrasta um pé após o outro, freqüentemente cai sobre os joelhos. E os ombros de Jesus estão cobertos de chagas. Quando ele cai por terra, a viga lhe escapa, escorrega, e lhe esfola o dorso.

Sobre o Calvário tem início a crucificação. Os carrascos despojam o condenado, mas a sua túnica está colada nas chagas e tirá-la produz dor atroz. Quem já tirou ma atadura de gaze de uma grande ferida percebe do que se trata. Cada fio de tecido adere à carne viva: ao levarem a túnica, se laceram as terminações nervosas postas em descoberto pelas chagas. Os
carrascos dão um puxão violento. Há um risco de toda aquela dor provocar uma síncope, mas ainda não é o fim.

O sangue começa a escorrer. Jesus é deitado de costas, as suas chagas se incrustam de pé e pedregulhos. Depositam-no sobre o braço horizontal da cruz. Os algozes tomam as medidas. Com uma broca, é feito um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Os carrascos pegam um prego (um longo prego pontudo e quadrado), apoiam-no sobre o pulso de Jesus, com um golpe certeiro de martelo o plantam e o rebatem sobre a madeira. Jesus deve ter contraído o rosto assustadoramente. O nervo mediano foi lesado. Pode-se imaginar aquilo que Jesus deve ter provado; uma dor lancinante, agudíssima, que se difundiu pelos dedos, e espalhou-se pelos ombros, atingindo o cérebro. A dor mais insuportável que um homem pode provar, ou seja, aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos: provoca uma síncope e faz perder a consciência. Em Jesus não.

O nervo é destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso permanece em contato com o prego: quando o corpo for suspenso na cruz, o nervo se esticará fortemente como uma corda de violino esticada sobre a cravelha. A cada solavanco, a cada movimento, vibrará despertando dores dilacerantes. Um suplício que durará três horas.

O carrasco e seu ajudante empunham a extremidade da trava; elevam Jesus, colocando-o primeiro sentado e depois em pé; conseqüentemente fazendo-o tombar para trás, o encostam na estaca vertical. Depois rapidamente encaixam o braço horizontal da cruz sobre a estaca vertical. Os ombros da vítima esfregam dolorosamente sobre a madeira áspera. As pontas cortantes da grande coroa de espinhos penetram o crânio. A cabeça de Jesus inclina-se para frente, uma vez que o diâmetro da coroa o impede de apoiar-se na madeira. Cada vez que o mártir levanta a cabeça, recomeçam pontadas agudas de dor.

Pregam-lhe os pés. Ao meio-dia Jesus tem sede. Não bebeu desde a tarde anterior. Seu corpo é uma máscara de sangue. A boca está semi-aberta e o lábio inferior começa a pender. A garganta, seca, lhe queima, mas ele não pode engolir. Tem sede. Um soldado lhe estende sobre a ponta de uma vara, uma esponja embebida em bebida ácida, em uso entre os militares. Tudo aquilo é uma tortura atroz. Um estranho fenômeno se produz no corpo de Jesus. Os músculos dos braços se enrijecem em uma contração que vai se acentuando: os deltóides, os bíceps esticados e levantados, os dedos, se curvam. É como acontece a alguém ferido de tétano. A isto que os médicos chamam tetania, quando os sintomas se generalizam: os músculos do abdômen se enrijecem em ondas imóveis, em seguida aqueles entre as costelas, os do pescoço, e os respiratórios. A respiração se faz, pouco a pouco mais curta. O ar entra com um sibilo, mas não consegue mais sair. Jesus respira com o ápice dos pulmões. Tem sede de ar: como um asmático em plena crise, seu rosto pálido pouco a pouco se torna vermelho, depois se transforma num violeta purpúreo e enfim em cianítico.

Jesus é envolvido pela asfixia. Os pulmões cheios de ar não podem mais esvaziar-se. A fronte está impregnada de suor, os olhos saem fora de órbita.


Mas o que acontece? Lentamente com um esforço sobre-humano, Jesus toma um ponto de apoio sobre o prego dos pés. Esforça-se a pequenos golpes, se eleva aliviando a tração dos braços. Os músculos do tórax se distendem. A respiração torna-se mais ampla e profunda, os pulmões se esvaziam e o rosto recupera a palidez inicial. Por que este esforço? Porque Jesus quer falar: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

Logo em seguida o corpo começa afrouxar-se de novo, e a asfixia recomeça. Foram transmitidas sete frases pronunciadas por ele na cruz: cada vez que quer falar, deverá elevar-se tendo como apoio o prego dos pés. Inimaginável!

Atraídas pelo sangue que ainda escorre e pelo coagulado, enxames de moscas zunem ao redor do seu corpo, mas ele não pode enxotá-las. Pouco depois o céu escurece, o sol se esconde: de repente a temperatura diminui. Logo serão três da tarde, depois de uma tortura que dura três horas. Todas as suas dores, a sede, as câibras, a asfixia, o latejar dos nervos medianos, lhe arrancam um lamento: "Meu Deus, meu Deus, porque me abandonastes?". Jesus grita: "Tudo está consumado!". Em seguida num grande brado diz: "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito". E morre.

Em meu lugar e no seu.

Fonte: www.jesussite.com.br

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Atitude é o fator que faz a diferença


Texto: Mateus 14. 22-36

Hoje em dia ouvimos muitas pessoas testemunhando acerca da sua fé, no entanto, seus testemunhos são baseados nas experiências de terceiros. Essas pessoas baseiam toda sua fé e adoração no que os outros falam de Deus, mas não desenvolvem suas próprias experiências de fé. Infelizmente só a minoria constrói a sua fé baseada em um relacionamento pesssoal com Jesus.


A vontade de Deus para nossas vidas é o relacionamento íntimo com Ele, pois pagou por isso deu o Seu próprio filho para morrer em nosso lugar. No texto em que vamos meditar encontramos uma situação bem interessante em alguns aspectos. Encontramos dois tipos de pessoas, ambos são discípulos, mas em suas experiências com o Senhor completamente diferentes. Encontramos no texto reações bem opostas diante de uma situação em que Deus os estava testando. O próprio Jesus os havia obrigado a ir para o barco, portanto, Deus tinha um plano claro em sua "mente" acerca daqueles homens.


Vamos ao texto e observar um pouco mais de perto esta experiência que os discípulos viveram.


Vejamos algumas coisinhas bem interessantes neste episódio da vida dos discípulos:




  • Jesus os obrigou a ir para o barco e ir para o outro lado. Vs. 22 O que leva O Senhor a querer nos colocar em situações tão difíceis? Muitas vezes não vamos entender o que Deus está pretendendo fazer conosco, muitas vezes vamos pensar que Ele está cometendo um engano, que Ele não pode agir de alguma forma que nao se encaixa nos meus "padrões" para as ações divinas. Este é um grande problema em nosso tempo, este tipo de comportamento, de colocar Deus dentro das minhas convicções, Ele não cabe, definitivamente, dentro das nossas medíocres convicções teológicas. Deus quando nos leva para determinadas situações Ele tem um propósito bem claro para nossas vidas. (Dt 8.2-5; Jo 13.5,6; Jr 29.11)


  • Estar fazendo a vontade de Deus não nos isenta de ser açoitados por tempestades.Vs.24 Um outro erro grave que cometemos é pensar que uma das principais confirmações da vontade de Deus para nossas vidas é a ausência de conflitos. Teoricamente até acreditamos nisso, mas sabemos que na prática não é bem assim, muitas vezes estaremos plenamente convictos de que estamos obedecendo ao Senhor e mesmo assim estaremos passando por terríveis tribulações. O que fazer quando estivermos vivendo tal conflito? Entre o que Deus disse, o que eu creio e o que as circunstâncias dizem... o que ouvir?



    • Muitas vezes somente no momento mais escuro da noite que o socorro virá. Vs.25

      Se você está caminhando e acha que a coisa a cada passo fica pior, aquiete o seu coração, saiba que Deus está no controle de todas as coisas, Ele não te abandona jamais (Hb 13:5), por mais escura que pareça a noite, Ele está te vendo, por isso confie que o socorro certamente virá.


    • O medo os fez acreditar em uma lenda. Vs.26


  • No meio da tempestade muitas vezes confundimos o Senhor com alguma lenda. Segundo historiadores, havia uma lenda de que em noites de tempestades um fantasma aparecia no lago da Galiléia. Naquele momento de pânico, os discípulos confundiram a Jesus com uma lenda... quantas vezes nós também acreditamos mais nas "fábulas da vovozinha" do que na palavra de Deus?


    • Jesus sempre nos dirá "não temas" em nossos piores momentos. Vs.27 "Nao temas". No meio das tribulações da vida será esta pequena, porém tão significativa frase. Temos que nos proteger das muitas vozes que em meio às lutas surgem com tanta freqüencia. Jesus sempre tem para nós um "não temas", o que precisamos é discernir a doce voz do amado falando ao nosso coração.


  • Uma das coisas mais preciosas na vida de um discípulo é a capacidade de reconhecer a voz do mestre mesmo estando em meio a tribulação. Vs. 28 Pedro pode ouvir e deixar-se encher de fé o seu coração com a doce voz do Amado, e com isso pode desafiar-se a si mesmo, ele decide vencer os seus maiores medo e se entregar à uma aventura, que aos humanos era impossível, andar sobre as águas. Ele deixou o barco, que por pior que estivesse era, sem dúvida alguma o lugar mais seguro que alguém poderia estar durante uma terrível tempestade. Para desenvolver uma aventura forte com o Senhor é necessário se arriscar e deixar a nossa zona de conforto, descer do barco é preciso.



    • A obediência incondicional proporciona grandes e únicas experiências com o Senhor. Vs. 29


    • Quando deixamos de olhar para o que Deus está fazendo e passamos a olhar para nós e para o que estamos vivendo começamos a afundar. Vs. 30

      Os nossos olhos devem estar fitos em Deus, no que Ele pode fazer apesar de nós e de nossos limites.



    • Se você está em uma caminhada de fé continue, mas se por acaso deixar de olhar para o Mestre, se você desfalecer em sua caminhada, nunca hesite em clamar por socorro, Deus está pronto para te ouvir. Ele te estenderá a mão e te prestará o socorro no momento oportuno. Vs.31


    • O socorro e a presença de Jesus mudam todo um quadro de horror. Vs.32


    • Todos adoraram, mas somente Pedro teve uma experiência mais profunda e íntima com o Mestre. Vs.33

Conclusão: O que realmente faz a diferença é a presença de Jesus em nossa caminhada. Muitas pessoas dentro e fora da igreja estão passando problemas muito semelhantes aos seus, estão sendo açoitados pela tempestade, o que vai tornar esta tempestade em uma boa experiência é a atitude.


No barco havia 12 discípulos, 12 homens que o conheciam de perto, mas apenas um pode desfrutar de uma tremenda e inédita exeriência ao lado do mestre, somente Pedro pode viver uma experiência fora do barco, somente ele desenvolveu uma atitude ousada, desceu do barco. Todos adoram a Jesus, mas somente Pedro O adorou com conhecimento de causa foi Pedro. Precisamos deixar o barco e viver uma experiência de fé e ter o nosso próprio testemunho. Precisamos desenvolver uma atitude diferente dos demais, só assim adoraremos ao Senhor com conhecimento de causa.




  • Três atitudes de Pedro para nossa reflexão:


  • Ele reconheceu a voz de Jesus no meio da tempestade Vs. 28


  • Desprendeu-se da segurança do barco e desceu Vs.29


  • Assumiu a sua fraqueza quando desfaleceu em sua fé Vs.30,31

Que cada um de possa, em nossa prática diária aproveitar as tempestades da vida para dar passos sobrenaturais em direção ao Amado de nossas almas.



© 2006 João Marcos Oliveira Corrêa

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

POR QUE VOCÊ CONTRIBUI FINANCEIRAMENTE NA IGREJA?

Não são poucas as pessoas que tratam suas contribuições financeiras como investimento. Estas contribuem na perspectiva da negociação: dou 10% da minha renda e sou abençoado com 100% de retorno. Tentar fazer negócios com Deus é um contra-senso cristão, pois quem negocia sua doação está preocupado com o benefício próprio, doa por motivação egoísta, imaginando levar vantagem na transação. É fato que quem muito semeia, muito colhe. Mas essa não é a melhor motivação para a contribuição financeira na igreja.

Há quem contribua por obrigação. É verdade que a Bíblia ensina que a contribuição financeira é um dever de todo cristão. A prática do dízimo instituída no Antigo Testamento na relação de Deus com seu povo Israel foi referida por Jesus aos seus discípulos, que deveriam não apenas dar o dízimo, mas ir além, doando medida maior, excedendo em justiça. A medida maior é, na verdade, muito maior. Os fariseus entregavam 10%, os cristãos devem abrir mão de tudo, pois crêem que não apenas o dízimo pertence a Deus, mas tudo quanto possuem, ou melhor, não possuem, apenas administram.

Alguns mais nobres doam por gratidão. Pensam, "estou recebendo tanto de Deus que devo retribuir contribuindo de alguma maneira". Nesse caso, correm o risco de doar apenas enquanto têm ou apenas enquanto estão sendo abençoados. A gratidão é uma motivação legítima, mas ainda não é a melhor motivação para a contribuição financeira.

Existem também os que contribuem em razão de seu compromisso com a causa, com a visão, os que acreditam em uma instituição e querem colocar seu dinheiro em algo significativo. Muito bom. Devem continuar fazendo isso. Quem diz que acredita em alguma coisa mas não mete a mão no bolso, no fundo, não acredita. Mas ainda estão aquém do espírito cristão. Aliás, não são apenas os cristãos que patrocinam o que acreditam.

Muitos são os que doam por compaixão. Não conseguem não se identificar com o sofrimento alheio, sentem a dor do próximo como se fossem dores próprias. Seu coração se comove e suas mãos se apressam em serviço. A compaixão mobiliza, exige ação prática. Isso é cristão. Mas ainda não é suficiente.

Poucos contribuem por generosidade. Fazem o bem sem ver a quem. Doam porque não vivem para acumular ou entesourar para si mesmos. Não precisam ter muito, não precisam ver ninguém sofrendo, não perguntam se a causa é digna, não querem saber se o destinatário da doação é merecedor de ajuda. Eles doam porque doar faz parte do seu caráter.

Simplesmente são generosos. Gente rara, mas existe. O relacionamento com Jesus gera esse tipo de gente.

Finalmente, há os que contribuem por piedade. Piedade, não no sentido de pena ou dó. Piedade como devoção, gesto de adoração, ato que visa apenas e tão somente a glória de Deus. Financiam causas, mantém instituições, ajudam pessoas, tratam suas posses como dádivas e por elas são gratos, e são generosos, mas na verdade contribuem porque amam a Deus e desejam que as pessoas transbordem em gratidão e louvor a Deus. Contribuir é adorar.


 

Fonte: WWW.ibab.com.br